cura espiritual



AS CURAS ESPIRITUAIS

A Tenda de Umbanda Zé Baiano e Antônio Baiano possui um corpo médico espiritual, onde é chefiada pelo Marinheiro que é graduado em medicina. Mestre em medicina clínica e cirúrgica, sendo ele Doutor em Anatomia Humana e Cirurgia Geral, atuando em cursos nas mesmas áreas na espiritualidade, tendo como membro de sua equipe Médica o Dr. José Carlos e tantos outros médicos de diversos continentes que atuam incessantemente na Terra, fazendo cirurgias tanto espirituais como materiais atuando através das mãos de médicos encarnados.
Graças a esta enorme equipe, nossa casa dispõe dos atendimentos com cirurgias espirituais, agendadas e estabelecidas conforme o chefe Marinheiro os determina.

A maioria das pessoas, espíritas ou não, já ouviu falar das operações espirituais. Elas seriam intervenções cirúrgicas feitas no perispírito por médicos desencarnados, sem cortes no corpo material, tendo em vista restabelecer a saúde física de pacientes enfermos. Será que tal procedimento é possível de ser realizado? Este tipo de auxílio poderia ser implantado rotineiramente nas atividades do centro espírita? Haveria algum impedimento legal ou doutrinário a ser observado? A finalidade deste estudo é a de encontrar respostas a tais questionamentos, tendo em vista o aprendizado e a melhoria dos serviços mediúnicos prestados nessa área pelos centros espíritas.

No Grupo Espírita Bezerra de Menezes, na cidade de São José do Rio Preto, SP, foi observado o trabalho de uma equipe de Espíritos cirurgiões durante cinco anos, com auxílio de médiuns videntes.

Pelos resultados obtidos, ficou demonstrado que, sob o patrocínio da Misericórdia Divina, esses mensageiros celestiais prestam importante serviço no campo do alívio e cura das doenças físicas. Fundamentando-se nessas observações e na argumentação doutrinária, pode-se afirmar com grande probabilidade de acerto, que as operações espirituais são perfeitamente possíveis.

O perispírito e os órgãos psicossomáticos.

Quando realizou seu trabalho na Codificação, Allan Kardec colocou a existência do corpo espiritual como sendo um dos alicerces no qual se assentava a fenomenologia mediúnica. Chamou esse corpo de ''perispírito'', designando-o como o elo invisível, fluídico, a unir o princípio espiritual ao princípio material. Disse tratar-se do veículo transmissor do desejo do Espírito ao corpo físico, como também das impressões desse último à apreciação do próprio Espírito. Concluiu também, que o corpo espiritual é feito de uma variação do fluido universal, retirada do orbe onde o Espírito está encarnado.

Sem o perispírito, disse o Codificador, o Espírito, fundamentalmente abstrato, não poderia agir sobre a matéria, ficando impossibilitado de encarnar-se para vivenciar suas experiências evolutivas. Explicou ainda, que o corpo espiritual exerce um papel muito importante na saúde física, pois alterações na sua estrutura fluídica são capazes de perturbar a ordem molecular no corpo carnal, podendo levar ao enfraquecimento orgânico e originar doenças.

Em um de seus estudos, publicado na Revista Espírita, ano de 1866, Allan Kardec demonstrou que o corpo material e o espiritual são provenientes da mesma fonte, isto é, do fluido básico universal.

''A natureza íntima da alma, isto é, do princípio inteligente, fonte do pensamento, escapa completamente às nossas investigações. Mas sabe-se agora que a alma é revestida de um envoltório ou corpo fluídico, que dela faz, após a morte do corpo material, como antes, um ser distinto, circunscrito e individual. A alma é o princípio inteligente considerado isoladamente; é a força atuante e pensante, que não podemos conceber isolada da matéria senão como uma abstração. Revestida de seu envoltório fluídico, ou perispírito, a alma constitui o ser chamado Espírito, como quando está revestida do envoltório corporal, constitui o homem. Ora, posto que no estado de Espírito goze de propriedades e faculdades especiais, não cessou de pertencer à humanidade. Os Espíritos são seres semelhantes a nós, pois cada um de nós torna-se Espírito após a morte do corpo e cada Espírito torna-se homem pelo nascimento.

"Esse envoltório (o perispírito) não é a alma, pois não pensa: é apenas uma vestimenta; sem alma, o perispírito, assim como o corpo, é uma matéria inerte privada de vida e de sensações. Dizemos matéria porque, com efeito, o perispírito, posto que de uma natureza etérea e sutil, não é menos matéria como os fluidos imponderáveis e, demais, matéria da mesma natureza e da mesma origem que a mais grosseira matéria tangível, como logo veremos'' - (Revista Espírita, número de março de 1866, artigo "Introdução ao estudo dos fluidos espirituais", item 4).

A Codificação espírita revelou os princípios básicos a respeito de todas as questões importantes para quem pratica, estuda e pesquisa o Espiritismo. Consultando "O Livro dos Espíritos " pode-se encontrar instruções capazes de apontar rumos a serem seguidos no estudo das operações espirituais. São perguntas e respostas que dão a entender que o perispírito é algo mais que uma massa fluídica homogênea e que o fluido perispiritual se divide entre os órgãos do corpo físico.

Embora tais revelações mediúnicas não tenham a chancela do Controle Universal dos Espíritos, essas mensagens fornecem indícios lógicos e racionais mostrando que o perispírito é de fato um organismo complexo, dotado de células e de tecidos. E, o que é mais interessante, de órgãos funcionais, como aqueles que se têm no corpo físico. Mas, será que são reais? Sim, tudo indica que são tão verdadeiros como os do corpo carnal, só que constituídos por uma estrutura material menos densa. Tanto um como o outro são obras milenares construídas pelo pensamento do Espírito na sua ascensão para Deus.

Chega-se assim à definição que: o perispírito é o elo fluídico que une o corpo físico ao Espírito, permitindo sua atuação no meio material; que é o veículo das sensações, dando condições ao Espírito de se comunicar com o meio exterior onde existe; que reflete o corpo mental do Espírito; que o corpo carnal é um reflexo do perispírito; que esse corpo possui órgãos fluídicos criados pela projeção do próprio Espírito, tão reais quanto os órgãos do corpo carnal.

A operação espiritual

No tratamento das enfermidades localizadas no corpo carnal, os médicos humanos usam o método terapêutico convencional: medicação alopática e homeopática para combater agentes infecciosos e substituir moléculas desorganizadas, enfermiças, por outras saudáveis. Em alguns casos, porém, faz-se necessário uma conduta cirúrgica para a extirpação de tecidos degenerados existentes no corpo físico. O tecido manipulado é refeito através de mecanismos fisiológicos de regeneração.

Nas doenças provenientes do corpo espiritual o processo curativo é exatamente o mesmo, só que sua realização se dá pela ação de médicos desencarnados e agentes fluídicos. Livres da matéria, os Espíritos podem se encarregar desta tarefa com precisão, pois a tudo penetram com facilidade. Aqui, as moléculas substituídas são as do perispírito enfermo.

Também são utilizados medicamentos fluídicos que substituem as moléculas dos tecidos perispirituais avariados. Em algumas situações, no entanto, faz-se necessário uma intervenção cirúrgica no corpo perispiritual, que se recupera por meio de um tratamento fluídico específico. Feito isso, o perispírito transfere as realizações terapêuticas para a organização física, ativando o sistema biológico e provocando a recuperação de tecidos enfermos. Este processo chama-se "operação espiritual".

É ilegal curar no centro espírita?

Sim, é ilegal do ponto de vista jurídico. As leis são normas de vida, feitas com a finalidade de orientar a conduta do homem. A legislação diz que para se exercer o direito de curar um enfermo, a pessoa tem que ser devidamente habilitada para isso. A humanidade conta com universidades destinadas à formação de médicos profissionais nos muitos setores da saúde. Seria uma falta de senso se a sociedade aprovasse a ação impensada de uma pessoa que se propusesse a curar seu próximo, simplesmente porque crê ter poderes especiais para isso.

E os espíritas, como ficam em face desta ilegalidade? É simples. As mesmas leis que proíbem a prática ilegal da medicina também facultam o direito de culto, protegendo o ambiente religioso onde se professam as crenças. O Espiritismo, no seu sentido filosófico, é uma religião e devemos deixar claro que seus trabalhos de assistência a enfermos são objetos da fé que os homens têm em Deus e na assistência dos Espíritos.

Se não há o uso de qualquer instrumentação material, se não ocorre a prescrição de medicamentos, se não há cobrança financeira por assistência prestada, se não se verificam promessas de curas, não existe como acusar legalmente o centro espírita por prática de curandeirismo. Os trabalhos de curas devem ser desenvolvidos dentro do âmbito religioso.

Na história do Espiritismo houve médiuns curadores que vieram desenvolver um trabalho curativo a que se denomina "missão". Estes indivíduos aparecem de tempos em tempos, com operações chocantes, e vêm exercer o papel de chamar a atenção da ciência materialista para a existência da alma. Operam o corpo carnal utilizando instrumentos cortantes, sem anestesia ou assepsia. Encarnam-se preparados para viver uma espinhosa tarefa e acabam processados e presos pelas leis terrenas, mas cumprem suas missões. O serviço de assistência a enfermos, proposto neste trabalho, não deve ser confundido com essas missões. Nada tem de ilegal e pode ser realizado por qualquer núcleo espírita.

O preconceito e as curas

Por que as operações espirituais são motivos de preconceitos por parte de alguns espíritas, principalmente os médicos? Tudo acontece simplesmente por razões morais. Allan Kardec demonstra que os médiuns curadores formam uma categoria de doadores fluídicos à parte. Seria lógico que estes indivíduos, à medida que se suspeitasse de suas faculdades, fossem encaminhados para uma sessão apropriada, onde o atendimento a enfermos fosse a meta. Mas, não é isso o que acontece. Em nome da caridade, opta-se pela idéia de que todos são iguais, esquecendo-se da diversidade dos dons nos dados por Deus para nossa edificação. Muitos acham, por exemplo, que a formação de classes especializadas em determinados serviços espirituais levaria seus membros à idéia de engrandecimento.

Tal questão tem dois lados. Num, estão os médiuns curadores que, sem conhecerem a Codificação ou por estarem mal orientados, pensam que as curas feitas por seu intermédio são produto de sua grandeza e posição espiritual. Não possuem consciência de que o dom que lhes foi dado, poderá ser tirado a qualquer instante. É a ignorância.

No outro lado, estão as pessoas que se sentem rebaixadas e humilhadas quando alguém faz alguma coisa que elas, por seus limites naturais, não são capazes de fazer. É o orgulho.

Uma vez mais, a ausência de uma metodologia administrativa racional, fundamentada nas orientações da Codificação, leva os dirigentes de centros espíritas a optarem quase sempre pela pseudo-igualdade. Estabelece que qualquer um pode fazer qualquer coisa. O resultado deste posicionamento é que quase nada acontece em termos de curas de doenças e obsessões. Todos permanecem igualmente incapazes por anos a fio, em nome de Jesus.

"A mediunidade curadora não vem suplantar a medicina e os médicos; vem simplesmente provar que há coisas que eles não sabem e os convidar para estudá-las; que a natureza tem recursos que eles ignoram; que o elemento espiritual que eles desconhecem, não é uma quimera e que, quando o levarem em conta, abrirão novos horizontes à ciência e terão mais êxitos do que agora" - (Allan Kardec, Revista Espírita, novembro de 1866).